O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu Nacional do Teatro e da Dança - Exposições
27 de Março de 2017
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Exposições

Aberto ao público desde 1985, o Museu Nacional do Teatro faz já parte, também, do círculo restrito dos grandes museus portugueses, quer pela sua natureza de museu "nacional" e exclusividade das suas colecções, quer pelo seu percurso museográfico ao longo destes últimos anos, definido pelo conjunto de exposições realizadas e catálogos editados e pela faixa de público que criou (e fidelizou).

Por natureza efémeras e heterogéneas, as artes cénicas e do espectáculo dificilmente se aproximam ou se enquadram nas metodologias mais ortodoxas da museologia clássica. Ponto de junção de todas as artes ( Almada referia-se ao teatro como o "escaparate de todas as artes"), o teatro e as artes cénicas são o produto do permanente reencontro de múltiplos talentos e capacidades criativas – a escrita dramática, a música, a coreografia, as artes plásticas, a luz e imagem, etc..
Se as artes plásticas podem ser encaradas, na sua essência, como a "arte do fabricar", dispensando, duma forma geral, o contacto directo entre o artista e o público, a realidade das artes do espectáculo, sob este ponto de vista, é bem mais complexa: elas são, por natureza, as "artes do fazer" que se exprimem através da criação de situações (cenas), no espaço e no tempo, únicas e efémeras, resultando daqui, desde logo, a dificuldade duma qualquer instituição cujo objectivo prioritário seja o da preservação e transmissão desta arte a gerações futuras.

A grande questão ( e o grande desafio) que hoje cada vez mais se coloca é, assim, o de saber como pode um museu gerir este conjunto de contradições, salvaguardando sempre, perante o seu público, a verdadeira natureza das artes do espectáculo
A nova museologia destaca o papel educativo dos museus como uma das suas razões de ser. Ora, se, como já foi referido, as artes do espectáculo abrangem, praticamente, o conjunto das restantes artes, um museu com estas características tem todas as condições para se tornar num espaço privilegiado, único no seu género, onde a confluência de diversos saberes permitirão, duma forma informal, uma nova aprendizagem formando ou potenciando, em espiral, novos públicos e novos criadores.

  • Procurando resgatar de espetáculos realizados no Teatro Nacional de São João a sua componente plástico-simbólica, esta exposição tem por objetivo revelar e mostrar o lugar do figurino em cena. Assim em dois núcleos, um no Museu Nacional do Teatro e da Dança e um outro no Museu Nacional do Traje, são apresentados figurinos de autoria de António Lagarto, Bernardo Monteiro, Filipe Faísca ou Nuno Carinhas, entre outros,  fotografias de cena, sinopses da conceção plástica dos figurinos, desenhos e projeção de teasers. 

    A exposição estará patente até 30 de Maio.


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